Onde andaram os auditores no caso BES? A pergunta foi formulada pelo próprio presidente da auditora KPMG, Sikander Sattar, na comissão de inquérito, para logo de seguida responder prontamente que fez o trabalho de casa que lhe competia, quanto à exposição do BES ao GES. Os alertas, esses, vinham de há três anos, garante.

O resumo da audição em 6 pontos:

1 – A auditora trabalhou de forma «constante, intensa e extensa» com o Banco de Portugal e com a CMVM

2 – Os alertas da KPMG sobre a exposição do BES ao GES vinham desde 2011, embora os indícios mais fortes tenham surgido no final de 2013 com a «grande exposição» à Espírito Santo Internacional

3 – Mostrou-se de consciência tranquila: «O auditor externo andou a analisar, a detetar, a identificar, a verificar, a quantificar e a documentar em cima dos acontecimentos os efeitos dos atos [para que] fossem devidamente refletidos nas contas»

4 – A KPM procedeu à análise de exposição direta e indireta ao GES e detetou «um aumento muito significativo» da exposição do GES à Espírito Santo Financial Group (ESFG) e vice-versa, de 31 de dezembro de 2013 para 30 de junho de 2014, «não acompanhado de qualquer reforço de capitais»

5 – Houve um «desvio» na compra e venda de obrigações, que gerou mais-valias de 700 milhões de euros, por intermédio da Espírito Santo Panamá. E isso acabou por resultar em perdas de 1.200 milhões no BES, já depois de fechadas as contas do primeiro semestre de 2014

6 – Confessou que houve «muita discussão» com o Banco de Portugal sobre a garantia do BESA, mas as próprias autoridades angolanas confirmaram por escrito que era garantia de qualidade, em nada fazendo prever imparidades

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