O diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira, Klaus Regling, afirmou que é "tranquilizador" que Portugal se tenha comprometido a preparar medidas adicionais que podem ser necessárias, já que os mercados reagiram negativamente às incertezas orçamentais.

"É claro que o mercado reagiu de forma negativa aos desenvolvimentos incertos quanto ao Orçamento de Estado de 2016 e penso que o compromisso assumido pelas autoridades portuguesas para preparar imediatamente medidas adicionais, a implementar se necessário, é tranquilizador".

À entrada da reunião dos ministros da zona euro, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, tinha notado a necessidade de Portugal não se desviar do caminho, até porque os mercados mostraram algum nervosismo.

"Vamos continuar a encorajar firmemente os nossos colegas portugueses a não se desviarem do caminho de sucesso até agora percorrido", referiu o ministro, indicando que os "mercados estão a ficar nervosos".

Schauble acrescentou que "Portugal deve estar ciente de que pode perturbar os mercados financeiros se der impressão de que está a inverter o caminho que tem percorrido", o que seria "muito delicado e perigoso para Portugal".

O Eurogrupo subscreveu a análise da Comissão Europeia, que na passada sexta-feira, deu ‘luz verde' ao plano orçamental depois de Lisboa ter apresentado medidas adicionais, cujo impacto global estimado variará entre os 970 milhões de euros (expectativas de Bruxelas) e os 1.125 milhões de euros (projeções do Governo).

A diferença de 155 milhões de euros que não impediu a Comissão de dar o seu aval ao projeto orçamental, embora apontando para os riscos de incumprimento.