Portugal foi hoje ao mercado colocar dívida, com duas emissões de Obrigações do Tesouro (OT), e acabou por pagar menos que nas duas emissões comparáveis anteriores, o que na perceção de alguns analistas é um bom sinal.

"​​​​O país conseguir financiar-se a longo prazo com as taxas mais baixas de sempre. É o melhor que se pode esperar”, disse o diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, às duas operações de emissão de dívida desta manhã.

No total foram colocados 1.207 milhões de euros, com vencimento em 2023 e 2028.

OT 10 anos (com vencimento em outubro de 2028)

Taxa: 1,67% (compara com a taxa de 1,77% da emissão a 10 anos de março passado)

Montante: 483 milhões de euros

Procura: 2,28 vezes a oferta

OT 5 anos (com vencimento em outubro de 2023)

Taxa: 0,529% (compara com taxa de 0,577%, da emissão realizada no início deste ano, para uma maturidade inferior em um ano)

Montante: 724 milhões de euros

Procura: 2,79 vezes a oferta

As duas emissões correram melhor do que o esperado, quer em termos de taxa, quer quanto à procura. As taxas foram mais baixas do que estávamos à espera: não só foram mais baixas do que as dos últimos leilões comparáveis como foram até inferiores àquilo que o mercado secundário está a fazer. No caso da dívida a 10 anos, baixámos 10 basis points (0,1%) desde a última operação. A procura também", analisa o Filipe Silva.