
Os juros da dívida pública portuguesa estão esta segunda-feira a aumentar no mercado secundário, depois das eleições do fim-de-semana, na França e na Grécia, que deixaram incerteza a pairar sobre o futuro da Europa.
A taxa das obrigações nacionais a 10 anos está nos 11,226%, face aos 11,136% do fecho de sexta-feira.
Mas a subida é mais acentuada no prazo a 5 anos, onde os juros passaram dos 12,549% para os 12,891%. No prazo a dois anos, há mesmo uma ligeira descida: a taxa está nos 8,644%, face aos 8,65% de sexta-feira.
Além dos juros de Portugal, também os de Espanha estão a subir ligeiramente: a taxa das obrigações soberanas espanholas está nos 5,813% (face aos 5,737% de sexta-feira).
Itália segue a mesma sorte: no mesmo prazo, a taxa escalou dos 5,447 para os 5,484%.
Grécia regista também um aumento das yields no prazo a dez anos: a taxa escalou dos 20,765 para os 22,864%.
Pelo contrário, os juros da Alemanha voltaram a recuar, dos 1,587 para os 1,573%, e os de França descem também dps 2,86 para os 2,814%.
A vitória de François Hollande na França deixa dúvidas sobre o futuro da Europa, já que Sarkozy era um dos maiores defensores da política de austeridade na Europa, e que Hollande dificilmente terá com a Alemanha a mesma relação que o seu antecessor.
Merkel convidou François Hollande a visitar Berlim e propõe-lhe um pacto para o crescimento.
No que toca à Grécia, as dúvidas são ainda maiores. O partido da Nova Democracia não conseguiu maioria absoluta, precisará de uma coligação para formar Governo, mas existem dúvidas de que consiga fazê-lo. Existe a possibilidade de a Grécia precisar de repetir eleições, se se tornar ingovernável com este resultado.