O presidente da Comissão Europeia foi de parcas palavras sobre o cargo que o seu antecessor Durão Barroso, vai aceitar no banco de investimento Goldman Sachs.

Em entrevista à televisão France2, no programa Télé Matin, Jean-Claude Juncker deixou claro que Durão Barroso tinham cumpridos todos os procedimentos necessários. Mas pressionado pelo jornalista respondeu apenas “eu não o faria [aceitar o cargo]”.

Já sobre outros temas na ordem do dia, Juncker foi perentório. Ou a Ancara interrompe, imediatamente, o processo de reintrodução da pena de morte ou Bruxelas trava as negociações com a Turquia para a adesão à União Europeia.

Num dia em que foram conhecidas novas detenções de jornalistas turcos, Juncker acrescentou que a Turquia não está em condições de aderir em breve ao "clube" europeu.

Acredito que a Turquia, dada a sua localização, não está em condições de aderir em breve, ou a longo prazo. Mas se a Turquia amanhã de manhã reintroduzisse a pena de morte, isso iria parar, imediatamente, as negociações porque um país que tem na sua legislação a pena de morte não tem lugar na União Europeia”, disse Juncker, inflexível.

A possibilidade de reintrodução da pena de morte no país foi levantada pelo próprio presidente, Recep Tayyip Erdogan, no dia seguinte à tentativa falhada de golpe de Estado.

Em relação o tema Brexit, o presidente da Comissão Europeia diz que o Reino Unido vai precisar de vários meses para se preparar antes de encetar negociações para a saída do país da União Europeia.

Na mesma entrevista, o responsável reforçou, no entanto, que preferia que as negociações para a saída começassem o quanto antes.

Mas não é esse o caso. O Governo britânico precisa de vários meses para ajustar a sua posição", disse.

Apesar de desejar que o Reino Unido apresentasse a sua carta de renúncia, o mais rápido possível, o líder da Comissão Europeia adiantou ainda que não há um prazo limite para as negociações.

Juncker frisou também que o Reino Unido vai perder o acesso sem restrições ao mercado interno da União Europeia se não aceitar a livre movimentação de trabalhadores. 


Não vai haver acesso ao mercado interno para aqueles que não aceitem as regras", alertou ao mesmo canal de televisão.