O secretário de Estado e Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, diz que é «desejável» avançar no caminho da descida do IRS, como está previsto no documento da reforma do Estado, mas recusa comprometer-se com a possibilidade real de isso acontecer.

«Não posso responder com toda sinceridade sobre a probabilidade de tal acontecer, porque isso depende do que vamos ter como crescimento, de como vamos continuar a nossa reforma do Estado e a nossa capacidade de reduzir despesas», afirmou Carlos Moedas, convidado na estreia do programa «Judite entrevista», na tvi24: «É desejável que isso aconteça, é desejável para todos nós.

«Temos de ter capacidade de ter outras escolhas para podermos baixar impostos», insiste.

Num balanço ao programa de ajustamento a que Portugal foi submetido, Carlos Moedas rejeitou de resto a ideia de que se tenha acentuado demasiado as medidas de austeridade e defende que o Governo fez sempre questão de «favorecer os mais desfavorecidos».

Também admitiu que não pode ter a certeza de que ele próprio virá a ter reforma, quando chegar a sua hora de deixar a vida ativa.