Uma dúzia de grandes bancos aceitou pagar 1,9 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) para resolver as acusações de fixação de preços no mercado para 'swaps', um produto derivado que aposta no incumprimento do pagamento das obrigações.

O americano JPMorgan Chase, o francês BNP Paribas e o britânico Barclays estão entre os bancos que aceitaram o acordo para resolver as acusações dos investidores no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, em Manhattan, disse um advogado dos queixosos à AFP.

"Todos os réus no caso, incluindo doze dos maiores bancos do mundo, aceitaram pagar", disse Dan Brockett, o advogado que representa os queixosos por e-mail.


Um grupo de investidores liderados pelo fundo de pensões de uma unidade do Sindicato dos Metalúrgicos americano colocou uma ação coletiva em 2013 contra os bancos, acusando-os de defraudar o mercado de 'Credit Default Swaps' (CDS) e fazê-los pagar preços mais elevados de forma injusta.

Os CDS são um instrumento financeiro que está sob escrutínio por autoridades de vários países, entre os quais Portugal, e que foram amplamente usados como especulativos durante e após a crise financeira de 2008.

Os outros bancos em causa são quatro americanos (Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley) e cinco bancos europeus (Credit Suisse, Deutsche Bank, HSBC, Royal Bank of Scotland e UBS).

Entre outros acusados está também o Markit Group, uma empresa britânica que oferece serviços de informações financeiras, designadamente para o mercado de CDS.

Dan Brockett disse que o acordo de pagamento de 1,7 mil milhões de euros deverá estar concluído entre em sete a dez dias.

O Departamento de Justiça dos EUA e a Comissão Europeia tem em curso investigações aos mesmos bancos, o Markit Group e a International Swaps and Derivatives Association.

Cerca de dois milhões de CDS estão em circulação em todo o mundo, representando cerca de 11 biliões de dólares.