O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), José de Matos, disse hoje que o banco público está no caminho certo para atingir resultados positivos a breve prazo, apontando mesmo para que tal aconteça no final do atual exercício. 

O banco revelou esta tarde que fechou 2015 com prejuízos de 171,5 milhões de euros.

“Teremos resultado positivo e vai ser em breve”, afirmou o responsável durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2015 da CGD, que decorreu em Lisboa.

E acrescentou: “Se não houver nenhuma situação inesperada a nível macro, em 2016 vamos voltar aos lucros. Mas ainda estamos em fevereiro”.

Questionado pelos jornalistas porque é que o banco estatal ainda não apresentou lucros em 2015, ao contrário dos seus rivais privados, José de Matos disse que a CGD “é uma instituição muito grande, com um balanço muito grande que tinha uma carga muito grande de créditos em incumprimentos”.

O líder da CGD realçou que as imparidades são relativas a créditos antigos, concedidos antes de a atual gestão ter entrado em funções (há cinco anos) e deixou uma mensagem positiva para o futuro.

“Quem estiver aqui daqui a cinco anos vai ter muito menos problemas para reconhecer”, vincou.

De resto, José de Matos destacou o esforço da equipa de gestão em controlar os custos, destacando que “tem havido uma redução de custos sistemática ao longo dos últimos anos”.

O gestor ilustrou com a reestruturação da rede de agências, mas sublinhou que “a CGD tem obrigações de serviço público que tem respeitado. A CGD tem de garantir que pelo menos há uma agência aberta por Concelho”.

Por outro lado, sobre a redução do quadro de pessoal, José de Matos lembrou os cinco anos de grave crise que coincidiu com o seu mandato para explicar a tática seguida nesta matéria.

“Nós não tivemos uma política agressiva ao nível dos despedimentos. Temos sido capazes de conciliar o equilíbrio de médio e longo prazo sem despedimentos em massa”, lançou.

“Durante cinco anos muito difíceis não quisemos sustentar o crescimento da CGD à custa da saída de colaboradores”, notou.