O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, considera que este ano deve ocorrer um aumento das remessas financeiras dos emigrantes, acompanhando a tendência do ano passado.

«Em 2012, só a nível de remessas financeiras, tivemos o valor mais alto da década: 2.749 milhões de euros. Este ano, pelas indicações que temos, volta a haver um crescimento», declarou o governante à agência Lusa, em Vilar Formoso.

José Cesário esteve na principal fronteira terrestre portuguesa, onde participou numa campanha de sensibilização rodoviária dos emigrantes que entram em Portugal, promovida pela associação de jovens lusodescendentes Cap Magellan.

O secretário de Estado sublinhou que, «mais importante» do que o dinheiro enviado pelos emigrantes, é o papel de divulgação de Portugal nos países de acolhimento.

«Mais importante do que isso é a transmissão da imagem de Portugal e a atração de pessoas, porque, a esse nível, esse cálculo nunca foi feito», referiu.

Apontou que esse papel é «um contributo impressionante para o desenvolvimento do país, particularmente na área do turismo e de todos os setores económicos que lhe estão conexos».

José Cesário disse ainda à Lusa que, no contexto da atual crise nacional, o Governo nunca aconselhou «ninguém a sair do país». «Constatamos a inevitabilidade da emigração para muitos porque, infelizmente, a situação é muito delicada e temos plena consciência que houve muitos empregos que desapareceram nestes últimos anos», justificou.

O governante declarou que o objetivo do Governo é «desenvolver o país de maneira a que, tanto quanto possível, só saiam aqueles que efetivamente querem sair, porque há pessoas que saem por vontade própria».