[Notícia corrigida]

O Banif reduziu os seus prejuízos no ano passado, para 470,3 milhões de euros. Em 2012, os prejuízos tinham ascendido a 584,2 milhões.

Em comunicado divulgado na Comissão do mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Internacional do Funchal refere que o resultado de 2013 foi «fortemente penalizado» pelo «reforço de provisões e imparidades (366,1 milhões de euros)» e pelo «resultado das unidades operacionais descontinuadas, nomeadamente a unidade do Brasil, com um contributo negativo de 95,8 milhões de euros».

Além disso, acrescenta, os resultados foram prejudicados pelo custo com juros de CoCos (instrumentos de dívida convertíveis em ações), que representaram 30,6 milhões de euros e os custos relacionados com o processo de recapitalização, que pesou 13,2 milhões de euros.

O Banif adianta ainda ter tido uma melhoria da margem financeira.

Segundo o banco, a margem financeira situou-se, no ano passado, nos 124,7 milhões de euros, ou seja, mais 18,7% do que em 2012.

«Excluindo o efeito dos custos relacionados com o pagamento de juros de CoCos, que em 2013 ascendeu a 30,6 milhões de euros, a margem financeira teria registado uma subida de 47,8%», acrescenta.

Nos últimos três meses do ano passado, a margem financeira subiu 9,2% face ao trimestre anterior, excluindo o efeito das unidades descontinuadas, garante o Banif.

O Banco Internacional do Funchal comunicou também ter registado um crescimento de 40,5% do produto bancário, para 194,1 milhões de euros, graças à recuperação da margem financeira e à melhoria do resultado em operações financeiras.

Por seu lado, os custos do Banif foram reduzidos no ano passado, tendo diminuído em 12,8%, para 236,8 milhões de euros.

Esta redução foi possibilitada, diz o grupo, por «medidas de racionalização e otimização adotadas pelo grupo em termos de adequação da sua estrutura organizativa, tendo em conta o atual contexto em que se desenvolve a atividade bancária». Em 2012, os custos de estrutura tinham também diminuído 9,3%.