Enquanto o Pokémon Go continua a apanhar fãs nos países onde já foi lançado, as ações da Nintendo apanharam um verdadeiro apertão.

Mergulharam em bolsa para um mínimo diário que não se via desde 1990, depois uma subida meteórica desde 7 de julho quando foi lançada a app mais bem-sucedida de sempre.

Para os analistas, citados pela Bloomberg, esta reação está relacionada com o comunicado que a empresa libertou no final da semana passada em que dava conta que o impacto financeiro do Pokémon Go nos resultados seria afinal reduzido e que, nem sequer previa rever em alta as estimativas dos seus números.

Os analistas recordam também que a Nintendo é acionista da empresa que desenvolveu o Pokémon Go, mas que terá apenas uma participação efetiva de cerca de 13%, o que obviamente trava aquilo que pode ser o impacto dos ganhos com a app nos resultados da empresa nipónica.

Esteja, ou não, sobre valorizada o fato é que os mais entusiastas, que durante quase um mês viram as ações disparar mais de 200%, ficaram em choque. O título desceu 18% para 23,220 ienes no fecho do mercado em Tóquio, no Japão. Com a capitalização bolsista – valor total da Nintendo em bolsa – a cair em 708 bilhões de ienes (6,1 mil milhões) depois de nas semanas anteriores ter subido em cerca de 16 mil milhões de euros.

Após a estreia nos EUA, Nova Zelândia e Austrália a 7 de julho, o Pokemon Go foi lançado no Japão na passada sexta-feira e está disponível desde hoje Hong Kong. Em Portugal a app, gratuita para todas as aplicações móveis, também está fazer caminhar por tudo o que é espaço público os seus fãs. E para evitar acidentes provocados pela distração na busca de Pokémons, sobretudo dos mais raros, até já há seguros de acidentes pessoais.