João Salgueiro disse esta quinta-feira acreditar que um eventual acordo de salvação nacional entre os três partidos que assinaram o memorando com a 'troika' não agravará a situação económica do país no «médio prazo».

«Se for bem sucedido [o acordo], não agrava no médio prazo», considerou o antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) num hotel em Lisboa, à margem da apresentação do livro «O meu programa de Governo», do jornalista da SIC José Gomes Ferreira.

De todo o modo, reconheceu, poderão existir consequências no «curto prazo» da indefinição política potenciada pela mensagem de Cavaco Silva referente a um entendimento político de salvação nacional.

O Presidente da República propôs na quarta-feira, numa comunicação ao país, um «compromisso de salvação nacional» entre PSD, PS e CDS-PP que permita cumprir o programa de ajuda externa e que esse acordo preveja eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

Cavaco Silva considerou também «extremamente negativo para o interesse nacional» a realização imediata de eleições legislativas antecipadas.

A declaração do Chefe de Estado surgiu depois de ter ouvido todos os partidos com representação parlamentar e com os parceiros sociais e na sequência do pedido de demissão apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no dia 02 de julho.