É uma notícia TVI: o Tribunal  Criminal de Lisboa ordenou o arresto de  bens do fundador do Banco Privado Português, João Rendeiro.

A casa de Rendeiro, na Quinta Patino, vai ser arrestada, bem como dois apartamentos e ainda contas bancárias.

O arresto de bens decorre do facto do ex-presidente do banco privado português não ter pago uma caução de sete milhões de euros imposta pela justiça há cerca de dois meses.

A moradia é propriedade de uma sociedade offshore, cujo último beneficiário, ou seja o verdadeiro dono é João Rendeiro, de acordo com o despacho de acusação do Ministério Público à Privado Financeiras (sociedade criada pelo BPP para comprar ações do BCP).

 O lote 80 ocupa meio hectare, e segundo a imprensa pode valer até 5 milhões de euros.

Contíguo à casa, o lote 81, que é ainda propriedade do ex-presidente do BPP, também está debaixo da alçada do arresto. 

Salvador Fezas Vital, ex-administrador do banco e co-arguido no processo-crime da privado financeiras vê penhoradas contas bancárias.

Segundo o tribunal, os bens a arrestar deverão ser suficientes para garantir um total de quase cinco milhões de euros, dinheiro que serve para acautelar o pagamento de indemnizações a um grupo de credores em caso de condenação dos arguidos.

Contactado pela TVI, João Rendeiro recusou comentários.

Já em fevereiro o tribunal da relação tinha exigido uma caução de 7 milhões de euros, que não foi paga.

A consequência é agora esta apreensão de bens, num valor inferior ao da caução porque o número de queixosos encolheu.

Paulo Guichard é o terceiro ex-gestor do BPP co-arguido no processo. Reside e trabalha no Brasil. Mas a justiça não vai fazer arresto de bens, já que foi declarado insolvente em 2013.