O presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças dos Países Baixos, Jeroen Dijsselbloem, foi envolvido na polémica sobre a alegada influência do grupo bancário holandês ING na elaboração de uma lei que concede deduções aos bancos.

A polémica surgiu nesta quarta-feira, depois da publicação de uma informação no jornal holandês NRC em que apontava o ING como autor de partes de uma lei sobre deduções concedidas a entidades financeiras, em obrigações conhecidas como "CoCos", segundo o diário online Dutchnews.

A questão levou vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da maioria, a pedir a comparência de Dijsselbloem para explicar o que aconteceu, entre os quais o deputado Henk Nijboer, também trabalhista, como o presidente do Eurogrupo.

"Os políticos devem escrever as leis, não os bancos", afirmou Nijboer à cadeia holandesa NOS.

Segundo o NRC, Dijsselbloem admitiu que vários dirigentes tinham sido consultados durante o processo legislativo, à semelhança de outros bancos.

A dedução, que está em vigor desde 2014, permite aos bancos poupar 350 milhões por ano.