O presidente do Eurogrupo, Jeroem Dijsselbloem, avisa que Portugal vai ter de continuar a tomar medidas difíceis, e não dá garantias de que o país possa pedir apenas um programa cautelar se, no futuro, voltar a ter problemas nos mercados.

Numa entrevista exclusiva à TVI, o responsável acredita, no entanto, que Portugal já deu provas que não vai repetir os erros do passado.

«Os números da economia portuguesa são tão bons e fortes, a economia está a recuperar, o governo está determinado a continuar a ter um equilíbrio orçamental sólido e continuar a reformar e modernizar Portugal que não haverá necessidade disso [segundo resgate]. Por isso não vamos especular», adianta o presidente do Eurogrupo.

Jeroem Dijsselbloem sublinhou que a perspetiva económica em Portugal está muito melhor, e adiantou que os salários portugueses «têm de ser suficientemente altos para que as pessoas possam viver bem, a um nível social, e, ao mesmo tempo, a economia tem de ser competitiva». O responsável frisa a necessidade de um equilíbrio.

Questionado sobre eventuais problemas na coligação de Governo, tendo em conta que a austeridade vai continuar, o presidente do Eurogrupo sublinhou que, «às vezes, têm de ser tomadas medidas difíceis que têm um custo político e social», dizendo acreditar que o Governo está consciente do facto.

«Claro que ninguém quer voltar a uma situação em que se depende de empréstimos, programas e troikas. Por isso, vamos evitar isso», concluiu.