A Comissão Europeia garante que a União Europeia não está em perigo com a decisão do Reino Unido de abandonar o bloco dos 28. Embora Jean-Claude Juncker assuma que o Brexit foi um aviso de que a União  enfrenta uma batalha pela sobrevivência contra o nacionalismo e contra o populismo.

"A União Europeia não tem união o suficiente", assumiu, querendo despertar consciências e alterar esta situação.

Conformado com a escolha do Reino Unido,  Jean-Claude Juncker, disse ainda, de viva voz, no discurso sobre o estado da UE, o presidente da Comissão Europeia, respeitar essa opção.

Respeitamos a decisão britânica, que lamentamos, mas esta não ameaça a existência da UE".

Perante a sessão plenária, em Estrasburgo, o líder do executivo europeu reiterou que quer negociar o Brexit tão rapidamente quanto possível.

"Há fraturas, rachas e fragmentações que alimentam os fenómenos de populismo", disse Juncker, salientando que "o populismo não resolve os problemas, cria problemas".

O presidente da Comissão Europeia garantiu que "a UE não pretende substituir-se aos estados nacionais, somos construtores e queremos, em diversos domínios uma Europa melhor".

E voltou a sublinhar que se quer continuar a participar no mercado comum terá que respeitar todas as regras de liberdade de circulação.

Sobre isto, a primeira-ministra britânica Theresa May tem sido esquiva e evasiva, como sublinharam deputados da oposição, resistindo em revelar se pretende abandonar o Mercado Único, após sair da União Europeia, mas garantiu que já está a desenhar o acordo com a União para a saída.

Os expatriados britânicos podem vir a ser forçados a solicitar vistos de residência a longo prazo, caso queiram viver noutro país da Europa após o Brexit, segundo o Ministério britânico do Interior.

Em Londres, no início deste mês, cerca de 2.000 manifestantes marcharam contra o Brexit, exibindo muitas bandeiras europeias.