O Fisco deu mais de 2.400 milhões de euros de isenções e benefícios fiscais, no ano passado, mais concretamente 2.481.217.770 euros. Foram mais de 35.000 as entidades coletivas e empresas que gozaram destas vantagens da administração fiscal.

Os benefícios em sede de IRC, IMI ou IVA, por exemplo, estão previstos na lei e abrangem desde empresas privadas a autarquias, misericórdias ou bancos.

De acordo com o jornal Público, uma sociedade do universo EDP - a EDP Gestão da Produção de Energia - foi a empresa privada que mais benefícios tirou, ao poupar 36 milhões no imposto sobre os produtos petrolíferos.

Mas no topo da lista estão entidades com relações mais estreitas com as administrações públicas, dada a isenção que beneficiam no Imposto Municipal sobre Imóveis: o município do Porto, primeiro, com 87,9 milhões (sobretudo, lá está, de isenção de IMI); já a autarquia de Lisboa está em quintolugar, com 44,9 milhões.

No que toca ao IRC, entram no ranking, e antes do município de Lisboa, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, o Estado português e o Fundo de Garantia de Depósitos. Em sexto surge a Universidade do Minho e, a seguir, a primeira empresa privada: aquela sociedade da EDP.

Em relação a 2015, aumentaram as isenções e também as entidades beneficiadas, que passaram de 28.200 para 35.400.

Isso acabou por pesar nas contas. O estado abdicou de mais 600.000 euros de receita fiscal em 2016.