A Sonangol, petrolífera estatal de Angola, “desmente categoricamente” a notícia avançada pelo jornal angolano Valor Económico que refere a existência de um buraco de 50 mil milhões de dólares, 44 mil milhões de euros, na empresa.

Em comunicado, a administração da petrolífera, que é a maior acionista do BCP, garante que é "absolutamente falso e descabido o teor da notícia veiculada”, já que o pelo Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Sector Petrolífero “não efetuou qualquer análise financeira detalhada” à Sonangol.

A empresa nega que tenham sido detetadas “discrepâncias” entre os fundos recebidos e investidos pela Sonangol.

O trabalho do Comité (…) teve como objetivo identificar novas formas de organização que permitam tornar o setor competitivo e atrativo para os operadores internacionais, em linha com as melhores práticas de governance internacionais bem como melhorar a performance da Sonangol. Adicionalmente, pretendeu-se identificar formas de se estabelecer capacidade de produção interna, de apoio à indústria petrolífera em Angola, reduzindo por esta via as importações e custos produtivos.”

A administração acrescenta, ainda, que “coube ao Comité fazer o diagnóstico do setor, desenvolver modelos organizacionais alternativos tendo em vista aumentar a transparência do sector, identificar oportunidades operacionais, quantificar o potencial de melhoria e desenhar possíveis modelos de implementação.”

A presidente da petrolífera estatal, Isabel dos Santos, também desmentiu a notícia do jornal angolano, nas suas contas de Twitter e Instagram, garantindo que “não foi detetada imparidade de 50 mil milhões na Sonangol”.