A robustez da nova empresa que resulta da fusão da Optimus com a Zon vai permitir a «execução de uma estratégia aberta a outras geografias», disse esta segunda-feira fonte oficial da empresária angolana, Isabel dos Santos.

A empresária é acionista de referência da Zon, com 28,8% e uma das impulsionadoras da fusão entre as duas operadoras de telecomunicações.

Em declarações à Lusa no dia em que foi conhecido a aprovação da Autoridade da Concorrência para que a operação de concentração entre a Zon e a Optimus avance, fonte oficial da empresária adiantou que «a robustez da nova empresa e a visão multimercados dos seus acionistas proporciona a execução de uma estratégia aberta a outras geografias».

A Zon opera em Angola, numa parceria com Isabel dos Santos através da ZAP, e em Moçambique.

«Vamos aprofundar as experiências bem-sucedidas já em curso noutros países, convocando a nova empresa para operar simultaneamente em mercados com características complementares», disse.

«Os recursos reunidos com a fusão servirão de alavanca para o reforço da capacidade de investimento da nova empresa, quer em novos produtos com mais inovação e qualidade, quer em novos mercados, potenciando a experiência multinacional acumulada pelos acionistas».

Fonte oficial da empresária angolana considerou que com esta fusão «fica aberto o caminho para a criação de uma empresa mais robusta do que aquelas que lhe dão origem e que reúne condições para competir com mais vigor e qualidade no difícil mercado português».

A nova empresa, resultante da fusão entre a Zon e a Optimus, «vai ter um papel dinamizador do reposicionamento dos atores da indústria de telecomunicações em Portugal, com uma significativa otimização dos recursos a níveis mais elevados de eficiência e rendibilidade, sendo auspiciosa para os consumidores», acrescentou.

Os primeiros contactos informais entre a Zon e a Sonaecom remontam há mais de seis anos, mais precisamente desde novembro de 2007. No primeiro trimestre de 2008, chegou a alcançar-se um entendimento próximo entre as administrações das duas empresas, mas a falta de obtenção de uma maioria para desblindar os estatutos levou a um impasse.

Entretanto, em agosto do mesmo ano aconteceu o primeiro contacto da empresária angolana com a Zon e dois anos depois é lançada a operação ZAP (televisão paga em Angola e Moçambique), mais concretamente em fevereiro de 2010, a qual tem vindo a ter um bom desempenho, de acordo com as contas mais recentes da Zon.

Pelo meio, aconteceu a entrada de Isabel dos Santos no capital da Zon (início de 2009), que no ano passado se tornou acionista de referência da operadora e com este reforço de posição a ideia de fusão voltou a tomar novo fôlego, que culminou hoje na aprovação do regulador para que operação avance.

Com este passo, falta agora escolher a nova equipa de gestão da futura empresa, escreve a Lusa.