O Governo defendeu esta quinta-feira que as empresas públicas que funcionam em concorrência necessitam de ser privatizadas para crescer e admitiu vir a fazer mais privatizações, se tiver tempo, dando como exemplo a Carristur.

Esta posição foi transmitida aos jornalistas pela secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, que apresentou o programa de privatizações do Governo PSD/CDS-PP como «um sucesso» e referiu que este permitiu um «encaixe total» que ultrapassa os 9 mil milhões de euros, «considerando todas as empresas que foram privatizadas desde o início da legislatura».

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, que aprovou o processo de privatização das empresas de transporte ferroviário CP Carga e EMEF, Isabel Castelo Branco advogou que «os processos de privatização são necessários em situações em que as empresas funcionam em concorrência e não se conseguem desenvolver na órbita do Estado» e acrescentou que, «havendo tempo, não há razão para não haver mais privatizações» até ao final da legislatura.

«Ainda é teoricamente possível haver mais privatizações nesta legislatura», reforçou a secretária de Estado do Tesouro, adiantando depois, «relativamente ao que é que pode ainda ser privatizado ou não», que «existe a possibilidade teórica da privatização da Carristur, por exemplo».

A Carristur - Inovação em Transportes Urbanos e Regionais, Lda., é uma empresa detida a 100% pela Carris.