O PSD vai manter a sua posição de "coerência, clareza e estabilidade" face ao Orçamento do Estado para 2016, votando contra na generalidade e abstendo-se nas propostas de alteração, mas acusa o Governo de querer "passar a bola".

"Percebemos que queiram passar a bola, mas quem está no Governo não passa a bola. Tem de lidar com os problemas, tem o seu Orçamento, tem de responder por ele", vincou o deputado social-democrata António Leitão Amaro, que falava aos jornalistas no parlamento.

O deputado falava no dia em que deram entrada no parlamento para votação na terça-feira duas propostas de alteração do PS ao OE sobre apoio financeiro à Grécia e outra a refugiados na Turquia.

Segundo notícias de sábado dos jornais Público e Expresso, na sua formulação inicial (na prática são compromissos europeus) poderiam ser chumbadas com votos contra da esquerda parlamentar a que se juntaria o PSD, partido que anunciou votar contra as propostas iniciais do Orçamento.

A ideia passa por fazer viabilizar estas novas versões nem que seja apenas com "luz verde" do PS - o PSD declarou que iria votar contra as propostas originais de Orçamento do Estado e iria abster-se nas propostas de alteração.

O PSD, frisou Leitão Amaro, lamenta a "confusão" presente "desde o princípio do processo orçamental".

E o deputado vai mais longe: "A única coisa que fica clara que essa garantia de termos um Orçamento de um Governo estável e que garanta os compromissos internacionais do país, nem isso é alcançável".

A "coesão prometida ao país não existe", prosseguiu o parlamentar do PSD, e "a única certeza é a incerteza que o processo orçamental tem e a falta de coesão desta maioria, designadamente quanto aos compromissos internacionais".