Pedro Passos Coelho disse esta sexta-feira que tem dúvidas que haja margem para baixar impostos no próximo ano. «Tenho dúvidas que tenhamos grande espaço para baixar impostos», disse o primeiro-ministro, após uma cerimónia em Marco de Canaveses. 


Passos Coelho diz que é intenção do Governo acabar com as medidas extraordinárias, como a sobretaxa do IRS, mas avisa que não serão tomadas medidas com preocupações eleitoralistas.

«Se houver espaço para isso nós não deixaremos de o fazer, independentemente de haver eleições ou não. Tenho dúvidas que tenhamos um grande espaço para fazer coisas dessas», afirmou Pedro Passos Coelho, quando questionado pelos jornalistas se há margem para baixar o IRS no próximo ano.

O primeiro-ministro acrescentou ainda ser «prematuro fazer qualquer anúncio nesse capítulo para o orçamento de 2015, porque ainda está a ser trabalhado».

Falando no Marco de Canaveses à margem da inauguração da Bienal da Pedra, certame do setor dos granitos, o chefe do Governo negou que a comissão para a reforma do IRS tenha defendido a redução da taxa.

«Não me parece que a comissão tenha dito que havia margem. A comissão apontou para a necessidade de podermos programar faseadamente a eliminação da sobretaxa», observou.

Passos Coelho acrescentou que «a comissão não precisava de fazer essa recomendação, na medida em que o próprio Governo já há bastante tempo tinha dito que, à medida que as condições económicas e financeiras o permitirem, todas as medidas de caráter extraordinário tenderão a ser removidas».

Passos observou não haver «da parte do Governo nenhuma preocupação demagógica ou eleitoral com as medidas que tenha de apresentar».

O primeiro-ministro afirmou que, «se houver espaço para isso, nós não deixaremos de o fazer, independentemente de haver eleições ou não».

Aos jornalistas, previu que, até ao final deste ano, será atingida a meta dos 4% do défice, frisando estar «dentro daquilo que era a previsão feita».

«Não há nenhum resvalar do défice», acentuou, quando era questionado pelos jornalistas sobre as metas de défice.

Recusando-se a especular sobre o Orçamento, Passos sublinhou que para 2015, nesta fase, está apenas garantida a redução em 20% dos cortes que estavam previstos para função pública.