O Fisco detetou mais de 17 mil situações de rendas não declaradas em IRS, recebidas por senhorios e provenientes de arrendamento de imóveis.
 
O valor das rendas não declaradas nos últimos quatro anos e agora detetadas rondam os 200 milhões de euros, com um imposto em falta correspondente a cerca de 60 milhões.

 Os contribuintes detetados em falta vão ser notificados pelo Fisco para corrigirem voluntariamente a situação, seguindo-se a realização de ações de inspeção em caso de persistência do incumprimento.

São os primeiros resultados do apertar da fiscalização aos incumpridores, neste caso no setor do arrendamento e consequência de algumas alterações que permitem o cruzamento dos dados:
 
. Os recibos verdes passam a ser emitidos no Portal das Finanças (como já são os atuais recibos verdes). Os proprietários que auferem rendas de menor valor deverão comunicar até 31 de janeiro de cada ano as rendas recebidas no ano anterior. No caso do proprietário não emitir as rendas no Portal das Finanças ou não as comunicar até final do ano, o inquilino é obrigado a comunicar as rendas pagas (sistema e-fatura), de forma a poder deduzir estas despesas no respetivo IRS

. Maior controlo e monitorização dos contratos de arrendamento via liquidação e pagamento do Imposto do Selo, através do Portal das Finanças

. As empresas de água, luz e gás passam a estar obrigadas a comunicar a administração fiscal, por via eletrónica, de 3 em 3 meses, dos dados dos detentores dos respetivos contratos, de forma a permitir a comprovação automática dos proprietários dos imóveis e respetivos inquilinos

. Reforço das ações de fiscalização por parte dos inspetores não identificados da AT, de forma a combater as situações de arrendamento clandestino. 

. Manutenção, no âmbito da reforma do IRS, da possibilidade de dedução das despesas de arrendamento, ao contrário do que estava inicialmente previsto