A economia da zona euro deverá ter saído da recessão, a pior desde que foi criada há 14 anos, e crescido 0,2% no segundo trimestre deste ano. Desde 2011 que a economia dos países da moeda única não crescia.

De acordo com uma média de 41 previsões reunidas pela Bloomberg, a economia da zona euro deverá ter crescido pela primeira vez após seis semestres consecutivos em queda. O Eurostat divulga esta quarta-feira as estatísticas rápidas do Produto Interno Bruto (PIB) para os países da União Europeia e para os da zona euro.

Um ano de relativa acalmia nos mercados financeiros, os cortes orçamentais em vários países europeus, incluindo Portugal, e a aceleração do crescimento nos Estados Unidos, a maior economia mundial, ajudaram ao arranque da recuperação económica na área do euro.

No entanto, apesar de as perspetivas terem melhorado, a recessão nos 17 países do euro deixa o desemprego em níveis recorde que, entre os jovens, atinge os 24%.

«O ambiente externo está de facto a melhorar, impulsionado pelos sinais de que a procura nos Estados Unidos está a acelerar», afirmou à Bloomberg Nick Kounis, diretor do gabinete de previsões macroeconómicas do ABN Amro Bank NV, em Amesterdão.

«O segundo trimestre [de 2013] deverá marcar o final da recessão na zona euro, mas a recuperação vai ser dolorosamente lenta. Ainda não estamos a abrir o champanhe», acrescentou o analista.

Nos primeiros três meses deste ano, a economia da zona euro recuou, com o PIB a cair 0,2% em relação aos três meses anteriores.