O secretário-geral da UGT afirmou, esta quinta-feira, que não aceita a liberalização dos despedimentos e rejeita três dos critérios propostos pelo Governo para o despedimento por extinção do posto de trabalho, entre os quais o dos custos do trabalhador para a empresa.

«Vamos tentar minimizar os estragos desta proposta do Governo mas não aceitaremos a liberalização dos despedimentos», disse Carlos Silva em conferência de imprensa.

O sindicalista referia-se à proposta governamental relativa ao despedimento por extinção do posto de trabalho, que foi discutida quarta-feira em concertação social, com o objetivo de ultrapassar o chumbo do Tribunal Constitucional.

O Governo propôs seis critérios que os patrões devem ter em conta quando procedem a um despedimento por extinção do posto de trabalho. Os critérios são as «habilitações académicas e profissionais», a «experiência profissional», a «avaliação de desempenho», os «custos do trabalhador para a empresa», a «antiguidade» e a «situação económica e familiar».

A UGT rejeita os critério da avaliação, dos custos do trabalhador e da situação familiar por considerar que não são objetivos.

Carlos Silva salientou que um grande número de empresas não tem condições para fazer avaliação, que os trabalhadores não podem ser encarados como um custo e que a vida familiar dos trabalhadores não pode ser devassada.

«Os outros critérios são discutíveis», disse Carlos Silva afirmando que «a bola está do lado do Governo».

O sindicalista assegurou que a UGT continua disponível para negociar desde que o Governo aceite as suas propostas.