A troika considera que a rentabilidade dos bancos «continua a ser deficiente», motivo pelo qual defende ser necessária uma fiscalização «reforçada e sustentada» por parte do Banco de Portugal.

De acordo com a Lusa, a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) afirmam, num comunicado conjunto sobre as 8ª e 9ª missões de avaliação ao programa de ajustamento português, que, «embora as margens de segurança de capital dos bancos sejam adequadas, o contexto económico em que os mesmos operam permanece difícil».

As três instituições referem que «a rentabilidade continua a ser deficiente, exigindo uma fiscalização reforçada e sustentada pelo Banco de Portugal, bem como esforços continuados para melhorar o quadro da supervisão e da resolução bancárias».

A troika afirma ainda que a solvabilidade dos bancos foi «reforçada», na sequência de «alguns esforços adicionais de recapitalização», e que as condições de liquidez «estão a melhorar gradualmente», ao mesmo tempo que continua o processo de desalavancagem.

A troika deu, esta quinta-feira, nota positiva a Portugalno âmbito das 8ª e 9ª avaliações. Portugal deverá receber em novembro uma nova «tranche» de 5,6 mil milhões de euros na sequência desta nota positiva.

A troika chegou a Lisboa a 16 de setembro para iniciar a oitava avaliação ao programa de assistência, ao abrigo do qual Portugal vai receber no total 78 mil milhões de euros ao longo de três anos.

No final de julho, Portugal já tinha recebido 67.298 milhões de euros, o equivalente a 86,3% do total do envelope financeiro acordado, segundo o boletim mensal de agosto do IGCP, a agência que gere a dívida pública.