Afinal as subvenções vitalícias pagas aos políticos não vão escapar aos cortes. Apesar de não estarem incluídas nos cortes de 10% para as pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA), o Governo pretende cortá-las também, mas no Orçamento do Estado para 2014. E, segundo o jornal «Público», que cita fonte do Governo, o corte será mesmo superior.

A polémica estourou quando se soube que as subvenções políticas ficaram excluídas dos cortes propostos pelo Governo para as pensões da função pública. Em comunicado, o Ministério das Finanças explicou ontem que isso se devia ao facto de estas subvenções não serem consideradas pensões de reforma, mas antes compensações extraordinárias. «É um assunto que não cabe na aplicação do diploma em causa, o que não significa que o mesmo não venha, em sede adequada e no momento próprio, a ter desenvolvimentos».

Ora, segundo a fonte citada pelo «Público», essa sede própria é o Orçamento do Estado para o ano que vem, que está atualmente a ser preparado pelo Executivo.

«O Orçamento para 2014 vai cortar as subvenções pagas a cerca de 400 ex-titulares de cargos políticos. Em cima da mesa estão uma redução superior a 10%, valor do corte nas pensão do Estado», escreve o jornal. Estas 400 subvenções representam uma despesa anual para o Estado de 9 milhões de euros.