A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esclareceu que a variação dos preços da eletricidade depende da potência contratada e da energia consumida, adiantando que, para a maioria das famílias portuguesas, o aumento médio foi de 2,2% este ano.

Governo quer aumentar beneficiários da tarifa social de eletricidade.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, o regulador afirma que «o acréscimo de 2,8% [no preço da eletricidade, que entrou em vigor em janeiro] é um valor médio, obtido tendo em conta a totalidade dos clientes em Baixa Tensão Normal, sendo que as variações tarifárias por opção tarifária e por consumidor podem ser superiores ou inferiores em relação a este valor médio, em função da potência contratada e da energia consumida».

A ERSE acrescenta que «a maioria dos consumidores domésticos» que ainda está no mercado regulado - mais de 2 milhões, com uma potência contratada entre 3,45 kVA e 6,9 kVA - terá este ano ¿uma variação média da tarifa de 2,2%, abaixo da média» de 2,8%.

O regulador diz ainda que «os cerca de 300 mil consumidores domésticos com uma tarifa simples entre os 10,35 kVA e os 20,7 kVA observam uma variação média de 2,1%».

No caso das tarifas bi-horárias, a ERSE afirma que «a grande maioria dos consumidores portugueses com esta opção tarifária, quase 398 mil, com uma potência contratada entre os 3,45 kVA e os 6,9 kVA, tem, em 2014, um aumento médio de 3,6%».

Esta subida pode chegar aos 4,3% no caso das potências contratadas mais elevadas, entre 10,35 kVA e os 20,7 kVA, o que abrange «pouco mais de 135 mil consumidores num universo de quatro milhões que ainda se encontram no mercado regulado», lê-se no comunicado que a Lusa teve acesso.

No caso da tarifa social, o aumento fixado foi de 1% para este ano.

O secretário de Estado da Energia afirmou, no Parlamento, que a existência de aumentos diferenciados no preço da eletricidade, que se traduzem em subidas superiores à média de 2,8%, resulta da variação diferenciada de preços feita pelo regulador, a ERSE.

Artur Trindade, que respondia ao deputado do PCP Bruno Dias, reiterou que «o aumento médio» foi de 2,8% e adiantou que «o regulador optou por fazer uma variação diferenciada de preço».