Sindicato e administração da Soflusa fazem um balanço diferente da greve de sete dias que terminou este sábado, referindo os trabalhadores que os barcos se reduziram aos serviços mínimos e a empresa a contrapor que só metade dos trabalhadores aderiu.

«Em média, por dia útil, a adesão à greve foi de 53,6%», disse à Lusa fonte da Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa e cujos trabalhadores estiveram em greve parcial (de três horas por turno) para protestar contra cortes salariais.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) faz uma leitura diferente dos números da greve: «A circulação ficou reduzida a duas carreiras, de manhã e à tarde», disse à Lusa o sindicalista José Oliveira.

A federação espera agora que o Governo recue na intenção de aplicar novas medidas de austeridade, como novos cortes salariais previstos no Orçamento do Estado para 2014, e que pondere as consequências da entrada em vigor, no início de dezembro, do novo regime jurídico do setor público empresarial.

«Se [o Governo] nada fizer, podemos ter um novo ciclo de protestos entre 29 de novembro e 06 de dezembro», avisou José Oliveira.

A Soflusa não disponibiliza ainda dados sobre a adesão à greve de hoje, mas refere que entre segunda e sexta-feira a adesão variou entre 51% a 57%.