O presidente do Sindicato da Construção de Portugal (SCP) anunciou hoje que vai pedir uma reunião «urgente» ao ministro do Ambiente para reivindicar a remoção de amianto em Portugal, o que poderá criar «40 mil postos de trabalho».

«Vamos pedir uma reunião de caráter urgente ao ministro do Ambiente. Por um lado, para dar melhor qualidade de vida às populações, por outro lado para criar postos de trabalho. Em todo o país podem ser criados 40 mil postos de trabalho com a remoção de amianto, porque são precisos trabalhadores especializados», revelou Albano Ribeiro.

O presidente do SCP falava à Lusa depois de visitar a fábrica Novinco, em S. Mamede Infesta (Matosinhos), que considerou ser a «capital da ameaça à saúde pública», uma vez que apresenta «milhares de metros quadrados com toneladas de amianto a céu aberto».

Para o sindicalista, o amianto deve ser retirado do local «rapidamente».

A unidade fabril, que «durante décadas produziu amianto para todo o país», está atualmente «abandonada» depois de ter encerrado «em 2009» e aquele material encontra-se «já a contaminar as águas», alertou Albano Ribeiro.

«A população deixou de ter qualidade de vida. A saúde pública está em causa»,como conta a Lusa.

Albano Ribeiro destacou ainda que «a cidade do Porto é a que mais amianto tem», nomeadamente junto ao hospital Joaquim Urbano.

O sindicalista recordou uma reunião recente com o vereador da Habitação da Câmara do Porto, durante a qual Manuel Pizarro deixou a garantia de que a autarquia iria proceder à retirada gradual de amianto naquele local.

«É uma iniciativa de louvar», afirmou.