O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse esta terça-feira em Paris que o relatório final do grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado «capta o interesse dos investidores» estrangeiros.

«Esse plano, obviamente, capta o interesse dos investidores, dos investidores também estrangeiros e nós podemos constatar isso, mais uma vez, nesta visita aqui a Paris, nas reuniões que tivemos, até porque precisamente uma das componentes mais fortes de investimento francês em Portugal tem a ver com a área das infraestruturas e com a área dos transportes».

Pires de Lima considerou positivo «que as prioridades de investimento ao nível de infraestruturas para Portugal, no período de 2014 a 2020, possam ser alvo de uma discussão e de um consenso que junte as principais forças da sociedade portuguesa e também, obviamente, as empresas e as pessoas que é suposto serem servidas por essas infraestruturas».

O ministro da Economia declarou que «o Governo não vai tomar nenhuma posição sobre essa matéria» antes do debate público do relatório.

No documento, entregue na segunda-feira ao primeiro-ministro e que começará a ser debatido publicamente na quarta-feira, o grupo de trabalho define 30 projetos prioritários, entre os quais se destacam a expansão do porto de Sines, a construção de um terminal de águas profundas em Lisboa e a modernização da linha do norte, refere a imprensa.

A conclusão do túnel do Marão e a abertura de um novo terminal de carga no aeroporto de Lisboa são outros dos projetos escolhidos entre uma lista prévia de 238 potenciais investimentos indicados pelo Governo.

O documento define um total de 30 projetos prioritários para os próximos seis anos, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros.

Do conjunto de projetos apresentado, 18 estão ligados ao setor marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao aeroportuário.

O grupo de trabalho, segundo o documento citado pela imprensa, dá prioridade à ferrovia em detrimento da rodovia e aos portos em vez de aeroportos, dando ainda preferência à carga e mercadorias e não a passageiros. Além disso, prefere o desenvolvimento de infraestruturas existentes em vez da construção de projetos novos, como escreve a Lusa.