A recuperação económica está a ganhar força na zona euro e também no conjuntos dos países da OCDE, de acordo com os indicadores avançados divulgados esta segunda-feira por esta organização, que tentam antever o andamento da economia nos próximos meses.

Os indicadores compósitos avançados, desenhados para antecipar a inversão de tendências na atividade económica, revelam diferentes padrões consoante a zona geográfica, mostrando que, no conjunto dos 40 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a recuperação da economia é mais visível na zona euro do que nas economias emergentes, onde se esperava uma estabilização da tendência atual ou um abrandamento do crescimento.

Estados Unidos e Japão, sublinha a OCDE na nota divulgada hoje, deverão manter um forte crescimento económico, ao contrário da zona euro, que apesar de manter a perspetiva de aceleração, regista comportamentos diferentes consoante os seus Estados membros.

Assim, segundo a OCDE, a Alemanha vai crescer de forma sustentada, a Itália também vai acelerar a recuperação, mas a França ficará como está, a contrário de Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda, todos eles com perspetiva de melhorarem a sua economia nos próximos seis a nove meses.

Rússia e Brasil, por seu lado, vão abrandar o crescimento, prevê a organização.

A OCDE continua a prever que a atividade económica em Portugal venha a recuperar nos próximos meses, assim como na Irlanda e na Grécia.

Nos indicadores compósitos avançados da OCDE de maio hoje divulgados, os dados dão conta de uma subida nas perspetivas de melhoria da atividade económica em Portugal há pelo menos um ano de forma consecutiva.

Os indicadores compósitos relativos a Portugal chegaram já aos 101,3%, superior à média de longo prazo de 100 pontos.