A Estradas de Portugal já arrecadou este ano 188 milhões de euros em portagens cobradas nas sete ex-Scut, um crescimento de 14,6% face a 2012, de acordo com dados avançados à Lusa por fonte daquela empresa pública.

Os números dizem respeito à contabilidade entre janeiro e novembro e comparam, em igual período, com os 164 milhões de euros arrecadados com a cobrança de portagens nas mesmas antigas concessões Scut (autoestrada sem custos para o utilizador) em 2012.

Contudo, alargando a análise nos onze meses contabilizados a todas as receitas de portagens da rede controlada pela EP, o crescimento é de 19%, face a igual período do ano anterior.

Assim, a receita de portagens já obtida pela empresa cifra-se em 267,3 milhões de euros, um aumento de 42,7 milhões de euros em comparação com 2012.

De acordo com a EP, trata-se de um «bom comportamento dos níveis de receita» e que resulta «principalmente da melhoria da eficácia na cobrança», com a «diminuição da fraude e a simplificação do sistema de pagamento disponível para os condutores de veículos estrangeiros».

«Uma vez que, em termos de recuperação do tráfego portajado, os dados existentes não estão ainda estabilizados», aponta fonte daquela empresa.

Nas ex-Scut, a concessão Norte Litoral (A28), entre Viana do Castelo e Porto, foi a que registou maior crescimento nas receitas de portagens, representando 26,7 milhões em onze meses (mais 18%), seguida da Via do Infante (A22), com 22,1 milhões, e da Beiras Litoral e Alta (A25), com 38,8 milhões, ambas com um crescimento de 16 por cento.

As concessões Grande Porto (22,7 milhões de euros) e Interior Norte (14,7 milhões de euros) crescerem 14% e a Beira Interior, com 33,8 milhões, subiu 13%.

A antiga Scut Costa de Prata (Aveiro) garantiu já um encaixe financeiro de 29,2 milhões de euros, mais 11% face a igual período de 2012.

Quatro das sete antigas Scut assinalaram a 08 de dezembro passado dois anos de cobrança de portagens e desde 2011 já renderam à EP 217,7 milhões de euros, de acordo com os mesmos dados.

Destas, a concessão da Beiras Litoral e Alta lidera, com um encaixe de 77,3 milhões de euros desde 2011, seguida da Beira Interior (67,6 milhões), da Via do Infante (43,2 milhões) e da Interior Norte (29,6 milhões).

As restantes três ex-Scut do norte são portajadas desde 15 de outubro de 2010.