O défice das administrações públicas em contabilidade pública contabilizado de acordo com os critérios da troika terminou os primeiros nove meses do ano nos 7,76 mil milhões de euros, de acordo com o Governo.

Despesa da Administração Central e da Segurança Social cresce 3 mil ME

A receita fiscal, só no mês de novembro, cresceu 16,5 por cento. Esta percentagem faz com que, até ao mesmo mês, o défice relevante para efeitos do programa da troika, tenha atingido 7.757 milhões de euros.

Já a receita fiscal desde janeiro cresceu 9,2 por cento face a igual período do ano passado, o que significa que até novembro, o Estado encaixou mais 2.660 milhões de euros em impostos, em termos homólogos.

Segundo a síntese de execução orçamental de novembro divulgada hoje, entre janeiro e novembro deste ano o défice atingiu os 7.757,3 milhões de euros.

O Governo acordou com a troika um limite para o final do ano para o défice em contabilidade pública (fluxos de caixa, diferente da contabilidade nacional em que o défice é apurado pelo INE e que conta para Bruxelas) de 8,9 mil milhões de euros.

As contas são menores favoráveis quando se compara a execução orçamental em contabilidade pública sem os ajustes contabilísticos da troika.

O défice das administrações públicas no final de novembro é de 9.261,4 milhões de euros, mais 2.126,8 milhões de euros que o registado no final de 2012.

O contributo é especialmente negativo nos fundos e serviços autónomo (os serviços com autonomia administrativa e financeira), que passam de um saldo positivo de 1.682,1 milhões de euros no final de 2012 para um excedente de apenas 627,8 milhões de euros, uma quebra superior a 1.050 milhões de euros.

O mau desempenho alarga-se ainda às administrações regionais e local. No caso das regiões, passa-se de um défice de 266 milhões de euros no final de 2012 para os 759,9 milhões de euros entre janeiro e novembro deste ano.

A administração local passa mesmo de um excedente de 748,7 milhões de euros para um défice de 184 milhões de euros.