A recita encaixada pelo Estado com impostos subiu 7,6% nos primeiros sete meses deste ano, face ao mesmo período do ano anterior. São mais 1.357,7 milhões de euros, revelam dados da Direção Geral do Orçamento publicados hoje.

A subida é superior à prevista no Orçamento Retificativo, que era de 6,9%, e deve-se sobretudo aos impostos diretos, que renderam mais 21,4%, e mais particularmente ao IRS, cuja receita disparou 36,8%.

«Entre os fatores que contribuíram para este desempenho destacaram-se o crescimento das retenções na fonte sobre os rendimentos do trabalho dependente e pensões, em resultado da aplicação das tabelas de retenção na fonte para 2013, e das retenções na fonte sobre os rendimentos de capitais e prediais, em termos homólogos», explica a DGO.

A ajudar esteve também o impacto do reforço do controlo sobre as retenções na fonte entregues por mais de 400 mil empresas, através do cruzamento de dados recebidos mensalmente na Declaração Mensal de Remunerações (DMR).

No que concerne ao IRC, a receita cresceu 7% até julho, o que contrasta com a queda de 3,1% prevista no Retificativo. Esta evolução deve-se ao «crescimento dos pagamentos por conta e adicional por conta

realizados em julho pelas empresas, os quais aumentaram 5,6% e 17,2%, respetivamente, face a igual mês

de 2012»

Pelo contrário, a receita acumulada com impostos indiretos caiu 1,9%, com o IVA a render menos 1,3% devido ao aumento dos reembolsos aos agentes económicos, designadamente às empresas exportadoras. Os outros impostos também baixaram: o impostos sobre produtos petrolíferos rendeu menos 3,8%, o imposto sobre veículos menos 14%, o imposto sobre tabaco menos 4,4%, o imposto de selo menos 2,1% e apenas o Imposto Único de Circulação rendeu mais 26,1%.