Os portugueses pouparam 38 milhões de euros em sites de descontos na Internet entre janeiro e novembro, de acordo com um estudo do Forretas.com, disse à Lusa um dos responsáveis do portal, Gonçalo Poças.

Criado em abril de 2011, o portal Forretas.com reúne numa só plataforma sítios de descontos em produtos, serviços, turismo, entre outros, e que permite comparar os preços dos mesmos.

«Fomos o primeiro agregador de serviços e somos líderes nesta área», disse Gonçalo Poças, um dos sócios fundadores da empresa.

Como agregadores de vários serviços, o Forretas.com consegue monitorizar vários dados do setor, sendo que a última informação recolhida aponta para que os portugueses tenham conseguido poupar 38 milhões de euros, «face ao preço que seria sem desconto», nos 11 primeiros meses do ano.

«Os portugueses estão mais sensíveis na utilização das plataformas online para as suas compras e utilizam, ainda mais nesta altura do ano, as oportunidades de desconto», adiantou.

Entre janeiro e novembro, foram vendidos «cerca de 700 mil cupões», o que representa um «crescimento de 25%», face ao ano anterior.

«É um mercado que está de certa forma a solidificar», sublinhou.

De acordo com os dados recolhidos, 74% das compras foram realizadas por mulheres, na sua maioria na faixa etária entre os 25 e 44 anos (62%).

Por zonas geográficas, o estudo aponta que metade das compras com descontos foram efetuadas na zona da Grande Lisboa, 21% na área do Grande Porto e 7% na região de Setúbal.

Em comparação com o ano passado, a categoria que mais cresceu foi a do turismo, que inclui escapadas, hotelaria, férias, representando 33% do total das vendas.

A área dos produtos, que inclui a tecnologia e pequenos eletrodomésticos, foi a segunda mais vendida, com um peso de 25%.

«Face a 2012, este mercado cresceu cerca de 25%», sendo que em relação a 2011 «o aumento foi de 300%».

«Em contraciclo económico, este crescimento é muito agradável», salientou.

«Acreditamos que o total de poupança este ano deverá atingir os 45 milhões de euros, sendo que o mercado deverá faturar entre 26 e 27 milhões de euros», disse.

Em 2012, este mercado tinha faturado 24 milhões de euros.

Questionado sobre as razões para o aumento do consumo de cupões de descontos na Internet, Gonçalo Poças disse: «Acredito que há um binómio: o facto destas plataformas terem possibilitado a muita gente consumir online e a crise».

«Acreditamos que o grande motor destas plataformas é a crise, do ponto de vista do utilizador final permite continuar a consumir com um grande nível de poupança, sendo que este ano o desconto médio é de 62,6%», argumentou.

Por outro lado, do ponto de vista dos anunciantes, este modelo de negócio «também lhes permite aceder a um número elevado de consumidores», que poderá chegar a cerca de «três milhões de pessoas», permitindo aos fornecedores de serviços «escoar os seus produtos e fazer campanhas de comunicação e de experimentação».

Para 2014, «as perspetivas indicam que este mercado deverá crescer à volta dos 15%, com alguma consolidação, movimento que se tem assistido no final deste ano, o que significará que o mercado ficará com menos players, mas mais fortes e com outras categorias», disse.

Gonçalo Poças acredita que no próximo ano o mercado irá continuar a crescer, «não só ao nível do volume de negócios, mas também do número de consumidores».