O Produto Interno Bruto de Portugal, uma das principais medidas estatísticas para aferir a riqueza gerada no país, voltou ao crescimento no segundo trimestre de 2013. Um crescimento de 1,1%, o maior crescimento trimestral na Zona Euro.

Alguns personagens da nossa classe política e sucedâneos, preocupados em puxar para baixo e numa postura demagógica, vêm criticar este crescimento. Ou porque estamos abaixo dos valores de riqueza de igual período de 2012 (ignorando que todo o mundo desenvolvido está em crise), ou porque são os efeitos sazonais do Verão (ainda bem, porque ainda faltam alguns meses de Verão, sendo que o nosso setor do turismo está a registar um ótimo desempenho).

Até ouvimos críticas a dizer que apenas crescemos por causa dos nossos parceiros comerciais. Mas que bom que os nossos parceiros estão a crescer porque assim vamos todos ficar mais ricos, ou menos pobres e mais rapidamente iremos sair desta crise. Precisamos de boas propostas de gestão e de unir esforços e não tanto encontrar problemas onde estes não existem para atacar o inatacável.

Simpatizando ou não com o Governo ou com a oposição, sou simpatizante de Portugal, dos portugueses e do meu bolso. Voltámos a crescer, mostrando que os portugueses e que as suas empresas, com os devidos estímulos, têm a capacidade de criar riqueza e de vender os seus produtos para o estrangeiro. Temos produtos muito valiosos e pessoas altamente qualificadas. Temos todas as capacidades e não devemos nada aos nossos parceiros e competidores externos.

Quer dizer, devemos em qualidade política, em amor-próprio e em confiança nas nossas capacidades, mas estes são campos que esperemos conseguir corrigir com o tempo. mas o certo é que o crescimento vai ter impactos no médio-prazo, desde que continuemos nesta trajetória de rigor e de esforço coletivo.

É tempo de ser exigente connosco e com os outros e fazer tudo o que está ao nosso alcance para sair desta crise. Cada um individualmente, porque apenas podemos controlar (nem sempre) aquilo que diz respeito à nossa atuação individual, esperando que os outros façam a sua parte.

No que toca às suas finanças pessoais, é tempo de reduzir custos (ainda é possível), de reduzir o endividamento e de aumentar os rendimentos. Não são campos fáceis, mas graças a Deus que tenho tido o privilégio de trabalhar com pessoas altamente competentes neste contexto e que ajudam outras centenas de pessoas a reduzir os seus custos e a retomar as rédeas da sua vida financeira. E estou cada vez mais otimista, não negando que ainda falta algum caminho para percorrer.

João Morais Barbosa, Escola de Finanças Pessoais