O presidente do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro, considerou esta terça-feira que, caso Portugal consiga resolver as suas necessidades de financiamento e resolver «alguns problemas técnicos», poderá não necessitar de recorrer a um programa cautelar.

«O Estado poderá ter condições de não precisar de ir para [programa] cautelar», afirmou o responsável, no âmbito da conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2013.

Isto, se o Estado português conseguir resolver as necessidades de financiamento e «alguns problemas técnicos que ainda existem», sublinhou.

Questionado pelos jornalistas sobre quais são os problemas técnicos a que se referia, Vieira Monteiro apontou para a necessidade de o rating do país (e das empresas públicas) subir para um grau de investimento.

Portugal fez hoje uma emissão de dívida a dez anos, tendo arrecadado perto de 3 mil milhões de euros. Com esta operação, o Estado «está cada vez mais próximo de ter as necessidades de financiamento de 2014 satisfeitas», assinalou o banqueiro.