Portugal importou, no primeiro trimestre de 2014, três vezes mais bens do que aqueles que vendeu ao exterior, com as importações a aumentarem 6% e as exportações a cresceram apenas 1,7% em termos homólogos.

Segundo as estatísticas do comércio internacional hoje divulgadas pelo INE, entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, o ritmo das exportações foi superior (5,2%), ficando no entanto abaixo das importações (7,5%).

Nos primeiros três meses de 2014, o défice da balança comercial aumentou 621,7 milhões de euros e a taxa de cobertura (relação entre o valor exportado e o valor importado) diminuiu 3,5 pontos percentuais, para 81,9%.

As exportações caíram 1,3% em março, enquanto as importações registaram uma variação homóloga de 2,1% (que compara com um aumento de 4,4% e 5,9% em fevereiro, respetivamente).

Este resultado deveu-se sobretudo à quebra no comércio extracomunitário (6,8%, com destaque para os combustíveis minerais), já que a venda de bens no espaço europeu subiu (1,1%).

O acréscimo das importações resulta essencialmente do comércio intracomunitário (14,7%), salientando-se a compra de veículos e outro material de transporte, combustíveis minerais e máquinas e aparelhos, pois a compra de bens a países fora da União Europeia recuou 28,8%.

Em termos mensais, as exportações aumentaram 2,9% em março face ao mês anterior e as importações cresceram 1%.