Após três quedas consecutivas, as preocupações relativas à continuação da Zona Euro voltaram a subir em julho. O índice Euro Break-up (EBI) da Sentix, que mede os riscos de desagregação da moeda única, subiu cerca de 4 pontos percentuais, de 19,95% para 23,75%.

«Um fator decisivo para esta subida é a crise governamental em Portugal, que teve uma influência claramente negativa no índice EBI nacional», refere a Sentix.

Na leitura mensal do índice, a Sentix identifica quão provável consideram os investidores uma desagregação da Zona Euro. Neste mês de julho, 23,75% dos investidores acreditam que pelo menos um dos atuais membros do euro vão abandonar a Zona Euro.

Isto significa que «quase um em cada quatro participantes do estudo estão a trabalhar na assunção que pelo menos um país do euro vai deixar a união monetária nos próximos 12 meses».

Ainda que isto seja um claro aumento face ao mês anterior, está também claramente abaixo dos valores vistos em março deste ano (quando atingiu os 41% devido à crise em Chipre) e do valor mais elevado já registado, em julho do ano passado: 73%.

«Este mês, Portugal é um fator especialmente preocupante para os investidores. A crise governamental e as irritações em torno de possíveis eleições antecipadas fizeram subir o EBI nacional de 2,66% para 5,38%. A probabilidade de sair do euro duplicou em apenas um mês!», constata a Sentix, acrescentando que, «com isto, o EBI português está ao valor mais alto desde Setembro de 2012».

Todos os outros Estados membros ficaram praticamente estáveis. O EBI na Alemanha caiu de 2,99 para 2,32%.

Para os outros Estados membros mais frágeis, isto é aparentemente um bom sinal. Mas, «mesmo que os investidores não identifiquem atualmente um risco elevado de desmembramento da Zona Euro, o EBI não mostra que o perigo de contágio subiu, em caso de um reacender da crise», alerta.

O Contagion Risk Index (CRI) da Sextix, que mede os risco de contágio, subiu este mês para um novo máximo de sempre nos 43,55%.

«Se os investidores estavam especialmente preocupados com a Grécia em Julho de 2012, tivemos Chipre desde então e agora, com Portugal, três Estados que pesam na balança», refere.