Portugal e Chipre foram os únicos dois países da União Europeia onde o preço por hora da mão-de-obra caiu no quarto trimestre de 2013, contrariando o crescimento na zona euro e nos 28 Estados-membros, revela o Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas comunitário, o preço por hora da mão-de-obra aumentou 1,4% na zona euro e 1,2% na União Europeia no quarto trimestre de 2013, face ao mesmo trimestre do ano anterior.

Entre os Estados-membros com dados disponíveis para o quarto trimestre, as maiores subidas homólogas no custo da mão-de-obra registaram-se na Estónia (7,2%), na Letónia (5,9%), na Lituânia (5,7%), na Bulgária (4,3%) e na Polónia (3,9%), enquanto as maiores descidas couberam a Chipre (-6,5%) e a Portugal (-0,4%).

O Eurostat reviu ainda em alta os dados para Portugal divulgados em dezembro, tendo o custo horário da mão-de-obra aumentado 0,3% entre julho e setembro e não descido 0,1%, como divulgado no boletim de há três meses.

Na distribuição por setores, o custo por hora da mão-de-obra na zona euro cresceu 1,7% no setor industrial, 0,3% na construção, 0,9% nos serviços e 2,1% nas atividades não sujeitas às regras de mercado (setor público).

Já no conjunto dos 28, o custo horário da mão-de-obra aumentou 1,5% na indústria, 0,5% na construção, 0,9% no setor dos serviços e 1,7% nas atividades não sujeitas às regras de mercado.

O índice de custo da mão-de-obra é um indicador conjuntural da evolução dos custos horários suportados pelos empregadores e é calculado dividindo o custo da mão-de-obra pelo número de horas trabalhadas, numa síntese da Lusa.