O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, reiterou esta quarta-feira, em Bruxelas, que qualquer das saídas possíveis para o programa de ajustamento financeiro é «limpa», mesmo que se opte por um programa cautelar.

«Qualquer das saídas possíveis é uma saída limpa, seja diretamente para os mercados, seja com o apoio de uma linha de crédito», disse Portas, que se reuniu, num almoço de trabalho, com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

«As duas soluções são mais positivas do que a situação atual e por isso mesmo, saídas limpas», sublinhou o vice-primeiro-ministro.

Portas salientou também que, em Portugal, «os últimos três anos foram de exceção», mas acrescentou que «o caminho que foi feito com bastante dificuldade e sofrimento permitirá a Portugal recuperar a sua autonomia política e seguir o seu caminho».

O governante reiterou ainda que «há um ano, discutia-se se Portugal teria um resgate ou dois», considerando um progresso estar hoje em causa se vai sair do programa da troika «com ou sem apoio de uma linha de crédito».

«É já um enorme progresso e dá sentido e dignidade ao que todos sofremos para que Portugal possa escolher entre as duas saídas».

Portas salientou ainda o papel de José Manuel Durão Barroso na Comissão, enquanto português: «É bom que os portugueses saibam que em horas difíceis e negociações que não eram fáceis, apoiou o seu país», exemplificando com a distribuição de fundos comunitários, noticia a Lusa.