Os institutos politécnicos são um dos principais empregadores e geradores de emprego nas regiões em que se inserem, indica um estudo que analisa os impactos económicos regionais destas instituições, tendo por base a análise de sete politécnicos.

De acordo com o estudo pedido pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), o politécnico de Bragança é a instituição de ensino superior analisada que apresenta uma maior percentagem de empregos criados relativamente à população ativa da região onde se insere: 12,92%, que correspondem a 3.247 empregos para 25.127 cidadãos ativos, no concelho.

Os números constam do estudo académico «O impacto dos institutos politécnicos na economia local», feito a pedido do CCISP, que analisa o impacto e o retorno do dinheiro investido pelo Estado nas instituições, assim como o dinheiro gasto por docentes, alunos e funcionários nas regiões onde se localizam as escolas onde estudam ou trabalham, pertencentes aos institutos de Bragança, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu.

Castelo Branco, Leiria e Viseu são outras regiões onde os politécnicos se afirmam como significativos criadores de emprego regional, com percentagens entre os 5,6% e os 6,4%.

A percentagem mais baixa é apresentada pelo IP de Setúbal, com apenas 1,77% de empregos criados na sua região.

Quatro dos sete politécnicos analisados são o segundo maior empregador da sua região: Bragança, Castelo Branco, Leiria e Setúbal.

O de Portalegre é o terceiro, o de Viana do Castelo é o quinto e o de Viseu é o que tem um peso menor para a criação de emprego local, sendo apenas o sétimo maior empregador da região.

Nas conclusões do estudo, os autores sublinham que os resultados devem ser lidos tendo em conta «algumas limitações», entre as quais a «abordagem conservadora» no cálculo dos impactos na atividade económica, os valores multiplicadores usados para aferir os resultados, que, por falta de informação sobre os multiplicadores locais, obrigou a utilizar multiplicadores adotados em outros estudos semelhantes, e também a exclusão da análise do impacto dos IP em alguns concelhos limítrofes àqueles em que se inserem.

«Importa ter a noção que o impacto dos Institutos está muito além do impacto económico [¿] O trabalho não está terminado e, no futuro, o impacto sobre a formação e educação das populações será estudado, [¿]procurando saber onde se encontram os licenciados, onde trabalham e quais os seus rendimentos. Procurar-se-á, ainda, ter em conta os efeitos decorrentes das atividades de I&D (investigação e desenvolvimento) e de transferência de tecnologia, assim como da promoção do empreendedorismo», referem os autores nas conclusões do estudo.

«O estudo realizado permitiu, assim, uma aproximação à quantificação e qualificação desses impactos, cujos resultados permitem realçar a missão pública dos Institutos, nomeadamente ao nível do desenvolvimento regional, da garantia de acesso à educação de nível superior, de agente de transformação da realidade dos concelhos onde os politécnicos estão presentes», concluem.