O ministro da Economia, António Pires de Lima, reafirmou esta quinta-feira que «ao longo de 2014, com impacto em 2015», deverão ser aligeirados impostos para os trabalhadores, sem especificar quais.

Num discurso antes do jantar anual da Câmara do Comércio Americana em Portugal, a decorrer no Palácio da Ajuda, em Lisboa, o governante lembrou a reforma do IRC, «mais amiga das empresas e do investimento», e acrescentou esperar a descida de outros impostos relativos ao trabalho.

«Espero que seja possível ao longo de 2014, com impacto em 2015, que outros impostos sobre quem vive do seu trabalho possam ser aligeirados», afirmou.

Esta ideia já tinha sido avançada pelo vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP, Paulo Portas, na passada terça-feira numa entrevista à Rádio Renascença, na qual defendeu a importância do desagravamento do IRS como prioridade, numa altura que está em vias de aprovação a reforma do IRC.

«O passo seguinte deve ser dado, tendo em conta a margem de manobra orçamental, com a reforma do IRS, cujos trabalhos técnicos devem ser lançados no início de 2014, de modo a que o desagravamento se inicie em 2015», defendeu, dizendo que esta reforma deve centrar-se na valorização do trabalho e da família.

A 13 de novembro passado, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, confirmou a criação de uma comissão de reforma do IRS, que, no âmbito do guião da Reforma do Estado, perceba o «que pode e deve ser melhorado» e analise uma redução da carga fiscal.