O ministro da Economia, António Pires de Lima, inicia, na segunda-feira, uma nova missão de captação de investimento aos Estados Unidos, o quarto «roadshow» depois do Reino Unido, Alemanha e Moscovo.

«É a quarta etapa de uma ação focada na promoção das potencialidades da economia portuguesa que o ministério da Economia está a efetuar, em colaboração com a rede externa nacional, isto é, com o envolvimento e participação da rede diplomática, consular, comercial e turística de Portugal», disse hoje à Lusa Pires de Lima.

O secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis, integram a comitiva liderada pelo ministro da Economia.

Durante esta missão de cinco dias, que termina na sexta-feira, Pires de Lima terá reuniões em Nova Iorque, São Francisco e Washington.

«A minha expectativa para as reuniões que teremos nos EUA são muito positivas porque vamos ter uma agenda muito intensa de contactos com «private equities», consultoras multinacionais e fundos de investimento de dimensão global, apresentando as vantagens competitivas e comparativas de Portugal para acolher investimento norte-americano, ao mesmo tempo em que iremos dar a conhecer com maior detalhe alguns setores da nossa economia e as oportunidades concretas de investimento associadas», adiantou o governante.

Pires de Lima sublinhou que Portugal tem «uma posição geoestratégica privilegiada, infraestruturas de comunicações e logísticas de excelência e recursos humanos altamente competentes e flexíveis».

Por isso, Portugal «é hoje um país mais competitivo à escala global, com um clima de negócios favorável ao investimento e que está a implementar reformas importantes para quem toma decisões de investimento», acrescentou.

«Entendo que é fundamental darmos a conhecer à generalidade dos investidores este Portugal moderno e sofisticado, que tem uma base económica de grande vitalidade e que possui empresas e empresários resilientes que têm partido à conquista dos mercados externos com resultados muito positivos. Neste sentido, os Estados Unidos da América não são exceção», salientou.

Os Estados Unidos é atualmente o sexto cliente de Portugal e as exportações portuguesas para este mercado, até final de setembro, representaram, 2,3 mil milhões de euros, sendo, a seguir a Angola, o segundo país extracomunitário para onde Lisboa mais vende.

«Importa neste momento positivo do comércio bilateral incrementar as nossas relações económicas com a maior economia do mundo e reforçar a nossa proposta de valor perante o vasto mercado dos Estados Unidos da América», realçou o ministro.

«Portugal possui indústrias tradicionais que se estão a reinventar e a conquistar quota de mercado em países exigentes, mas também tem indústrias de ponta, como a farmacêutica, a aeronáutica ou as nanotecnologias, e tem vindo nos últimos anos a afirmar-se como um destino privilegiado para a instalação de centros de serviços partilhados», sublinhou Pires de Lima.

Por isso, «há que trabalhar na divulgação do caso Portugal, no caminho de recuperação exigente que temos vindo a fazer, e aproveitar os sinais positivos da nossa economia para puxar por uma agenda externa focada na captação de investimento», concluiu.