O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 1,3% no primeiro trimestre e uma queda de 0,6% face ao trimestre anterior, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Trata-se de uma ligeira revisão em alta do comportamento da economia portuguesa nos primeiros três meses do ano.

A primeira estimativa do INE divulgada em maio apontava para uma queda de 0,7% no primeiro trimestre face ao trimestre anterior e um crescimento homólogo de 1,2% face ao mesmo trimestre do ano passado.

De acordo com o INE, na comparação trimestral, o PIB diminuiu 0,6% em termos reais devido sobretudo à redução das exportações de bens e serviços e ao abrandamento do investimento, depois de ter crescido 0,5% no quarto trimestre de 2013.

Em termos homólogos, a procura externa líquida apresentou um contributo negativo «significativo» para a variação do PIB no primeiro trimestre (-1,6%), depois de registar um contributo positivo no trimestre anterior (1,0%), devido principalmente «ao abrandamento das exportações de bens e serviços, mas também à aceleração das importações de bens e serviços».

A procura interna, por sua vez, apresentou um contributo positivo mais acentuado no primeiro trimestre, passando de 0,5 pontos percentuais no quarto trimestre de 2013 para 2,8 pontos percentuais no primeiro trimestre, «refletindo em larga medida o comportamento do investimento».

O INE informa ainda que as Contas Nacionais Trimestrais incorporam nova informação, originando revisões em alguns agregados para os trimestres mais recentes, nomeadamente no domínio dos índices de curto prazo (volume de negócios no comércio a retalho, volume de negócios na indústria, produção industrial, preços na produção industrial e volume de negócios nos serviços).

Exportações e importações

Os números divulgados pelo INE mostram ainda que as exportações portuguesas diminuíram 0,8% e as importações 0,1% no trimestre terminado em abril, face ao período homólogo, o que provocou uma deterioração do défice comercial em 81,3 milhões de euros.

Entre fevereiro e abril a taxa de cobertura registou uma quebra homóloga de 0,6 pontos percentuais (p.p.), para 84,1%.

Considerando apenas o mês de abril de 2014, as exportações de bens diminuíram 4,9% e as importações de bens 6,6% face ao mês homólogo (respetivamente -1,3% e +1,4% em março de 2014).