A Procuradoria-Geral da República anunciou esta sexta-feira que abriu vários inquéritos relacionados com a crise no Grupo Espírito Santo (GES), tendo começado a investigar o caso antes da divulgação das notícias das últimas semanas.

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«Existem inquéritos em curso relacionados com esta matéria e que são até anteriores às notícias das últimas semanas», disse à Lusa fonte oficial da PGR.

De acordo com a mesma fonte, o Ministério Público está a acompanhar «a situação, coligindo, desde a primeira hora, todos os elementos que têm vindo a público e analisando a eventual relevância penal dos mesmos».

Escusando-se a avançar mais pormenores sobre as investigações em curso, a mesma fonte da PGR referiu que «o Ministério Público tem levado a cabo todas as diligências que se mostram pertinentes à descoberta da verdade e não deixará de continuar a fazê-lo».

Nas últimas semanas, foram sendo tornados públicos vários problemas em empresas da área não financeira do GES, que têm levantado receios de contágio ao BES, cuja gestão acabou de mudar de mãos.

O novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado, disse na segunda-feira, dia em que entrou em funções, que a prioridade no banco é «reconquistar a confiança dos mercados» e pôr fim à especulação.

O Banco de Portugal já veio várias vezes a público garantir a solidez financeira do BES, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também já tranquilizou os depositantes do banco.

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, está hoje de manhã a ser ouvido pelos deputados da comissão parlamentar do Orçamento e Finanças devido às preocupações sobre a exposição do BES ao Grupo Espírito Santo.