O poder de compra dos portugueses diminuiu entre 15% a 20% nos últimos três anos. E dois terços desta quebra devem-se ao aumento dos impostos e só um terço à inflação. Estas são as conclusões do mais recente estudo do economista Eugénio Rosa, citado pelo «Diário de Notícias».

Os mais afetados são os pensionistas, em especial os da Caixa Geral de Aposentações, que, só por via do agravamento das taxas do IRS e da contribuição extraordinária de solidariedade, da redução nas deduções à coleta, em termos de despesas de saúde, por exemplo, e o aumento dos descontos para a ADSE, viram o seu rendimento mensal reduzido em mais de 13%. Os reformados da Segurança Social perderam 12,5%. A isto há que juntar o «efeito corrosivo» do aumento dos preços no poder de compra e que, no período em causa, 2010 a 2013, foi de 7,5%.

Eugénio Rosa estima que, no caso dos trabalhadores por conta de outrem, a perda por via do aumento da carga fiscal seja de 8,3% no caso do sector privado (14,7% no total, já com a inflação incluída) e de 11,8% na Função Pública (18% no total).Uma realidade «dramática», diz, e que tem sido, de algum modo, «esquecida».