A coordenadora da comissão de instalação do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), Patrícia Cotrim, vai acumular estas funções com as de gestora do PRODER, substituindo Gabriela Ventura neste cargo, segundo um despacho publicado no Diário da República.

O diploma foi publicado esta terça-feira, mas produz efeitos a partir de 07 de julho, três dias depois da anterior gestora do PRODER (programa que gere os fundos comunitários para a agricultura no período 2007-2013) ter cessado funções.

Gabriela Ventura tinha contrato com a administração pública até dezembro de 2015, altura em que o programa termina, mas foi-lhe comunicada a demissão em meados de junho, segundo noticiou na altura o Expresso Diário.

De acordo com o jornal, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, afirmou que ¿Gabriela Ventura foi convidada para ser a futura gestora do PDR 2020 [programa que sucede ao PRODER no período 2014-2020], mas não aceitou o convite¿.

Gabriela Ventura respondeu que o seu mandato «foi interrompido» e questionou o facto de ter sido «exonerada quando os restantes gestores de outros programas de financiamento do quadro comunitário» vão cumprir os mandatos até ao fim.

A nova gestora é licenciada em Engenharia Agronómica e antes de ser coordenadora da comissão operacional de instalação do PDR 2020 passou pela Maltibérica, uma fábrica de malte pertencente à Intermalta e à Unicer, que foi liderada pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, até meados do ano passado.

O regime de transição do PRODER foi suspenso a 30 de junho, apanhando as empresas agrícolas e florestais de surpresa.

Este regime estava a ser usado para assegurar a continuidade do investimento até à entrada em vigor do novo PDR 2020.

Na altura, o ministério da Agricultura justificou a ¿pausa¿ com a necessidade de fazer um ponto de situação das cerca de 10 mil candidaturas entradas ao abrigo do regime de transição do PRODER, que deram origem a 1.300 projetos já aprovados.

Mais recentemente, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, admitiu que poderá haver ainda «um curto período» de novas candidaturas ao regime de transição do PRODER, até que entre em vigor o novo PDR 2020.

A governante afirmou também que as quase 10 mil candidaturas que neste momento estão em carteira irão transitar igualmente para o PDR 2020 e «não serão perdidas», como cita a Lusa.