O primeiro-ministro voltou a insistir esta sexta-feira que nunca interferiu nem no BES, nem em todo o grupo do qual fazia parte.

«Eu nunca interferi na vida do Banco Espírito Santo e nunca interferi na vida do Grupo Espírito Santo», afirmou Passos Coelho, em Sernancelhe, Viseu.

Estas palavras seguem-se ao esclarecimento efetuado pelo gabinete do próprio primeiro-ministro, na quarta-feira, no qual nega «categoricamente» ter alguma vez dado «qualquer tipo de indicação ou orientação» sobre composição da direção do grupo.

Hoje, o chefe de Governo quis ressalvar que isso não quer dizer «que o governo não tenha, juntamente com o Banco de Portugal, preparado uma intervenção de resolução do Banco Espírito Santo», mas «que é conhecida e foi anunciada com toda a transparência».

«Agora, não é verdade que o governo ou eu próprio tenha nem mandado indicações, nem feito interferências em grupos privados ou na vida interna dos bancos. Isso é falso».

Passos Coelho lembrou já ter desmentido essas notícias, lamentando que, «na ausência de provas, essas afirmações sejam repetidas por todos os membros da comunicação social, como se isso fosse uma verdade».